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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Comunidade do Coque recebe Fórum Aberto de Conselhos de Saúde

          Aconteceu, na última quarta-feira, 26, em frente à Unidade Coque/Berilo Pernambuco, no Distrito Sanitário I, o II Fórum Aberto de Conselhos de Saúde nas Comunidades do Recife. O evento tem como intuito aproximar os Conselhos de Saúde da população, onde os(as) conselheiros(as) explicam aos usuários(as) a missão dos Conselhos, como se organizam, de que formam atuam, onde encontrá-los, além de falar da importância desses espaços de Controle Social. "Esse é um momento de construção coletiva e um espaço para diálogo entre os segmentos para buscar melhorias para a Política de Saúde", disse o coordenador do Conselho Municipal de Saúde, Cristiano Nascimento.
       Também presente do fórum, a gerente do DS I, Alessandra Araújo, falou da importância desse evento. “Esse espaço é para fomentar a questão do Controle Social e dizer que cada Distrito tem o seu Conselho e que as Unidades também podem ter”, disse. “E é um desejo nosso, que as Unidades tenham esse espaço, pois nos ajudam a consertar os possíveis erros que possam aparecer”, finaliza.
          Para a coordenadora da Comissão de Articulação, Lorena Raia, os Conselhos de Unidade são órgãos que ajudam a minimizar os problemas que aparecem. “Nosso papel é esse: conversar e cobrar melhorias. As demandas atendidas representa uma unidade pacificada e o Conselho da Unidade pode ser o intermediador dessas demandas”, avalia.
            A conselheira e membro da Comissão de Articulação, Leonilde Cunha, fez um apelo aos usuários presentes para participarem mais ativamente dos Conselhos de Saúde. “É difícil, mas temos que está dentro desses espaços discutindo as Políticas de Saúde para fortalecer o Controle Social nas nossas comunidades”, enfatizou.
        Ao longo do fórum, foram entregues materiais informativos sobre os Conselhos, o Controle Social, as Conferências de Saúde, além, é claro, de conter os endereços e telefones de todos os Conselhos Distritais de Saúde.
        O Fórum Aberto de Conselhos de Saúde nas Comunidades do Recife é uma promoção do CMS-Recife em parceria com os Conselhos Distritais de Saúde (CDS).

"Saúde Mental, Drogas e Antiproibicismo" são temas de Formação Permanente no CMS-Recife

Conselheiros (as) reunidos na sede do CMS-Recife
        Falar de drogas é falar sobre tudo de saúde. É ter ciência que as drogas estão ligadas ao Controle Social, incluindo a saúde como ponto principal de destaque. Pensando nisto, membros da Comissão de Educação Permanente do Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Recife, realizaram na tarde da última sexta-feira (21) a Formação Permanente para Conselheiros(as) e representantes dos Conselhos Distritais de Saúde (CDS) com o tema: Saúde Mental, Drogas e Antiproibicismo.
Vice-Coordenadora do CMS-Recife, Sônia Pinto.
            A vice-coordenadora do CMS-Recife e também atual coordenadora da Comissão de Educação Permanente, Sônia Pinto, salientou a necessidade de buscar a informação e conhecimento sobre os efeitos e pesquisas relacionadas ao uso das drogas não regulamentadas. "Quando não temos o conhecimento das informações, das pesquisas, a gente fica a mercê da interpretação das pessoas e dos nossos próprios julgamentos sem estudo de nada. Precisamos conhecer e reconhecer a importância da regulamentação, sobretudo da maconha", disse Sônia.
Representante do Coletivo Anti Proibições de PE - Priscila Gadelha
          Para a representante do Coletivo Anti Proibições de Pernambuco, Priscila Gadelha, a oportunidade é única para um debate tão necessário e fundamental para o nosso crescimento social e da nossa futura geração. "Falar de antiproibicionismo é falar de uma política que há muitos e muitos anos foi negligenciada, que foi deixada de lado por ser interesse de poucos", disse Priscila.
      Segundo estudos realizados em fevereiro deste ano, pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, do Ministério da Justiça, cerca de 70% dos presos por tráfico de maconha tinham menos de 100g do entorpecente em mãos, isto é, contradizendo o principal objetivo da Lei Anti Drogas que era de tirar usuários da esfera criminal. Ainda de acordo com o levantamento, 14% deles estavam com quantidades inferiores a 10g e 97% não portavam qualquer tipo de arma, ou seja, eram microtraficantes ou simplesmente usuários.
        Priscila ainda destacou a existência de pesquisas relacionadas à (Dietilamida do Ácido Lisérgico), mais conhecido como LSD, no uso de suas substâncias para o tratamento de transtornos de estresses pós-traumáticos, isto é, pessoas que viveram situações consideradas terríveis, como cenas de guerra ou violência doméstica. “Por que a droga leva à saúde e a morte ao mesmo tempo? Essa é a pergunta que temos que nos fazer quando começamos a falar sobre drogas. Já existem estudos que fortalecem os nossos discursos, como é o caso do ecstasy e do LSD, que já vem sendo estudado para uso em pacientes com casos de falta de controle dos pensamentos negativos sobre os eventos ocorridos, flashbacks, pesadelos e ansiedades extrema”, disse.
      Durante a reunião, Priscila relembrou também do atual modelo de Lei de Drogas instituída no país em 2006, que são questionadas pela ineficácia de sua "guerra às drogas". O tema que vem sendo bastante discutido por questões de segurança pública e saúde teve destaque na fala de Priscila. “A única diferença no modelo é o perfil socioeconômico e a cor (raça). É importante que a gente coloque e entenda definitivamente que essa lei é instintivamente racial, afinal, a quem interessa o modelo atual de guerra contra as drogas?", indagou Priscila.
Pedro Melo - ACOLHER
         Ainda na reunião, o representante da Acolher - Associação Brasileira de Cannabis e Saúde, Pedro Melo, fez uma breve apresentação dos estudos realizados por ele, em parceria com a Acolher, sobre o uso terapêutico da Cannabis Sativa, nome científico da maconha, no tratamento de pacientes com fibromialgia, mal de Parkinson, esclerose múltipla, esquizofrenia, entre outros. "A maconha não é a porta de entrada, maconha é a porta de saída. Não adianta ficar gastando energia sendo contra ou a favor, o processo de regularização já está acontecendo, a discussão agora é o modelo que nós devemos implementar para que seja acessível a todos e não torne uma monopolização", enfatizou Pedro.
         Pedro também pontuou a importância de sabermos diferenciar os estudos sobre os usos terapêuticos, da indução ao uso de entorpecentes indevidamente e principalmente na dose adulterado ao organismo do individuo. “Não estamos romantizando, é necessário sim, debatermos o modelo antigo da Lei de drogas e entender que nós não estamos induzindo ao uso de drogas, mas sim, provando que é funcional. Não sou eu quem está dizendo, são os estudos, as pesquisas”, afirma.
       Ao longo da reunião, representantes dos Conselhos Distritais de Saúde (CDS) dos Distritos Sanitários (DS) I, II, III, IV, VII e VIII estiveram presentes debatendo sobre o tema e interagindo com questionamentos envolvendo a saúde e os interesses da população. A pauta é levada para seus espaços de convivência de maneira assertiva para a disseminação da informação, de forma que possam participar usuários (as), gestores (as), trabalhadores (as), como um ideal para a construção de todos.
     A formação permanente teve cunho informativo e de interesse geral para todos os Conselheiros e Conselheiras que fazem parte da construção direta do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Controle Social, levando conhecimento e informação para todos que eles representam, exemplificando o antiproibicionismo com a sua importância, fazendo contribuir também para a articulação com outros movimentos e demandas da saúde complementar, com o amadurecimento que se insere no contexto da Política sobre drogas.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

GT dá continuidade as discussões da Conferência Municipal de Saúde

        Em sua segunda reunião, o Grupo de Trabalho (GT) que acompanha a elaboração da etapa Municipal da 16a Conferência Nacional de Saúde (CNS) esteve reunido na manhã da última segunda-feira, 24, para dar continuidade as discussões do maior evento voltado ao Controle Social.
          Durante a reunião, o GT fez uma análise dos encaminhamentos da reunião anterior, onde puderam definir o formato da conferência, o quantitativo de participantes e escolha do local para realização da etapa Municipal.
        Nesse sentido, o GT já se programa para iniciar a construção do Regulamento da conferência, além de selecionar possíveis datas para realização do evento, previsto para acontecer no primeiro sempre de 2019.

Comunicação promove momento de formação

         A Comissão de Comunicação do Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Recife, se reuniu, na tarde de ontem, terça-feira, 25, com os(as) coordenadores(as) das Comissões de Comunicação dos Conselhos Distritais de Saúde (CDS) para ajustar alguns pontos acerca do envio de matérias que divulgam as ações realizadas pelos CDS.
      Na ocasião, o assessor de Comunicação e Imprensa do CMS-Recife, Carlos Diego Lins, fez uma pequena formação, onde mostrou o passo a passo da construção de uma matéria. "Nosso intuito é deixar o mais claro possível como as comissões de Comunicação dos Conselhos Distritais devem elaborar suas matérias para poder enviar ao CMS", disse Diego.
         Um novo encontro foi marcado para o dia 16 de outubro.

Coordenação geral se reúne com Secretaria Executiva do CMS

      Com o intuito de se aproximar da Secretaria Executiva do CMS-Recife, a coordenação geral do Conselho se reuniu com parte do grupo administrativo do Conselho para alinhar algumas demandas e conversar com seus membros para entender os trâmites burocráticos das demandas e sugerir possíveis mudanças. "Queríamos fazer essa reunião logo após a nossa posse, mas, devido ao grande número de atividades ao longo desses meses, só agora pudemos realizar esse momento", ressalta o coordenador, Cristiano Nascimento. "Estamos aqui para ajudar no que for preciso", finaliza. 
      Para o assessor de Comunicação e Imprensa do CMS-Recife, Carlos Diego Lins, esse foi um momento de extrema importância para corrigir os erros. "Precisamos estar mais entrosados, não somente na equipe que compõe a secretaria-Executiva do Conselho, mas também com a coordenação geral para que tenhamos um único discurso sem margem para os ruídos que possam vim aparecer", disse Diego. Além disso, a coordenação assumiu o compromisso de realizar reuniões sistemáticas com o grupo funcional do Conselho, onde orientará e apoiará todas as atividades do CMS.
    Pontos como a confecção de atas e os prazos para cumprimentos de demandas específicas, a exemplo do ressarcimento e recarga da bilhetagem eletrônica, foram alguns dos itens tratados durante a reunião.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Ética finaliza Código de Conduta para conselheiros(as)


       Após encontros sistemáticos, a Comissão de Ética do CMS-Recife finalizou, na tarde de ontem, quarta-feira, 19, a elaboração do Código de Ética e de Conduta que estabelece os princípios éticos a serem norteadores da conduta dos(as) conselheiros(as) enquanto estiverem no exercício de suas funções.
      No documento fica exemplificado quais são os deveres e direitos dos conselheiros(as), como também as punições que eles(as) estão sujeitos(as) quando não zelarem pela função de representante do Controle Social.  "A criação deste Código de Ética e de Conduta é uma demanda antiga e vem da necessidade de regulamentar as questões éticas dentro do conselho, uma vez que no nosso Regimento Interno não há muitos itens que tratem dessa temática", disse o coordenador da Comissão, Antônio Gomes. Seu Antônio ainda explica que o Código servirá para todos os Conselhos. "Nosso intuito é fazer um documento, em forma de Resolução, e que valha para o conselho Municipal, os Distritais e os de Unidade", ressalta. 
      Agora, o material deve ser encaminhado à Comissão Executiva e deve passar pela análise do Jurídico para posterior aprovação do colegiado do CMS-Recife.