Páginas

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Fiscalização realiza primeira reunião com os CDS

       Em conformidade com as ações programadas para 2019, a Comissão de Fiscalização reuniu-se na manhã desta terça-feira, 04, com representantes das comissões de Fiscalização dos Conselhos Distritais de Saúde (CDS), juntamente com seus respectivos secretários-Executivos, para dialogar sobre os entraves encontrados na construção dos relatórios por parte dos CDS.
       Aproveitando a oportunidade, a conselheira e coordenadora da Fiscalização do CMS-Recife, Janaína Brandão, fez uma apresentação onde mostrou as atribuições das comissões e apresentou as metas contidas na PAS 2019.
       “[Nosso intuito] é mostrar que eles estão incluídos e são partícipes desse documento importantíssimo de planejamento e por isso precisamos chegar mais próximos dos Conselhos Distritais para dialogar sobre as metas”, disse Janaína, Entre as metas analisadas estão a garantia de veículo para realização das atividades externas da Fiscalização; as visitas nas escolas que aderiram ao PSE (Programa de Saúde na Escola), bem como as visitas nas Unidades de Saúde do território.
       Os CDS presentes tiveram a chance de atualizar as demandas da PAS, facilitando o trabalho de monitoramento desse instrumento de planeamento. Na meta da PAS, os Conselhos de Saúde devem fiscalizar 80 equipamentos de Saúde até o final do ano. No primeiro quadrimestre de 2019, que corresponde de janeiro a abril, o CMS-Recife já visitou 17 Unidades e, até o momento, o CMS-Recife recebeu 12 relatórios oriundos dos CDS I, II, III e V. “Precisamos chamar a atenção das Comissões de Fiscalização para correr atrás do prejuízo”, pondera Janaína.
       Janaína também reforçou a necessidade das comissões dos CDS confeccionarem os relatórios das visitas aos equipamentos de Saúde da rede Municipal conforme orienta o CMS para melhor entendimento. “Esse novo modelo já foi apresentado no ano passado, mas ainda estamos recebendo relatórios desconforme com o que o CMS pede. Estamos, nesse momento, fazendo um trabalho de implementação para que todos os Distritos façam seus relatórios contemplando não somente os problemas estruturais das unidades, mas também evidenciando as Políticas de Saúde como um todo”, explica Janaína.
       Ficou acordado que a próxima reunião será no dia 10 de julho e cada conselho deverá, nesse tempo, visitar alguma Unidade de Saúde do seu território e produzir um relatório utilizando a nova metodologia para apresentar na reunião supracitada.

CMS faz Conferência Livre para 16ª Conferência Nacional de Saúde (8ª + 8)

       Direitos Humanos e Acesso a Atenção a Saúde LGBT. Esse foi o tema da Conferência Livre Municipal realizada pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Recife, na última terça-feira, 04, a fim de elucidar sobre questões relacionadas a essa temática, bem como debater sobre um acesso mais humanizado e da oferta do serviço integral a essa população. Tendo como parceiros a CEBES Recife, o Coletivo Amotrans e o Conselho Regional de Psicologia/PE, a Conferência Livre levou em consideração os cenários de grandes retrocessos no campo da saúde, onde é perceptível a exclusão participativa da sociedade e dos órgãos de controle.
       “Nesse cenário de ameaças aos corpos negros, das mulheres e das minorias sexuais e de gênero seguimos na vanguarda como arautos da resistência pela democracia e defensores dos direitos humanos”, disse a conselheira Íris Maria.
     Na programação, foram convidados o coordenador da Política de Saúde LGBT do Município do Recife, Airles Ribeiro, o professor e membro integrante da CEBES, Itamar Lages e a militante e represente da Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco (Amotrans-PE), Rivânia Rodrigues, para apresentar dados e dar embasamento para os participantes da Conferência Livre nas discussões dos grupos temáticos. Os grupos foram: Saúde como Direito; Consolidação dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS); e Financiamento.
     Entre as propostas aprovadas estavam a implementação de protocolos clínicos na assistência hormônio terapêutico e cirúrgico para a população transexual e travesti; a garantia de financiamento da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População LGBT; financiamento público federal para a hormonioterapia e cirurgias de redesignação sexual para a população ‘T’, a deflagração de uma campanha nacional em defesa ao direito universal à saúde, contra a mercantilização dos serviços de saúde e pela melhoria dos serviços públicos, entre outras propostas.
Grupo 1: Saúde como Direito
Grupo 2: Consolidação dos princípios do SUS
Grupo 3: Financiamento
       Ao final, a plenária da Conferência Livre elegeu a conselheira municipal de Saúde, Íris Maria para participar da 16ª Conferência Nacional de Saúde (8ª + 8) como convidada.

CISTT recebe representantes da Política Municipal de Saúde Mental

       Em reunião realizada na manhã desta terça-feira, 4, a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora (CISTT) recebeu representantes da coordenação da Política Municipal de Saúde Mental para discutir sobre uma denúncia sobre assédio moral em algumas Residência Terapêuticas da rede. Na ocasião, Cleo Queiroz, coordenadora da Política fez os esclarecimentos devidos e ajudou a elucidar os casos.
       Ainda em reunião, a Comissão discutiu a necessidade de visitar os Conselhos Distritais de Saúde (CDS) para explicar sobre a finalidade e funcionalidade da CISTT para os(as) conselheiros(as) distritais. A primeira visita acontecerá no CDS VI já no dia 18 de junho.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Plenário discute Mortalidade Materna

       A redução da mortalidade materna e neonatal no Brasil se configura como um grande desafio para os serviços de saúde e a sociedade como um todo. Sabendo disso, o Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Recife, convidou o Comitê de Mortalidade Materna do Recife para apresentar, em números reais, os diversos casos discutidos pelo Comitê e quais são as estratégias para minimizar as graves violações dos direitos humanos das mulheres durante o parto ou dentro de um período de até um ano após o término da gestação.
        Responsável pela apresentação, uma das coordenadoras do Comitê, Karla Viana, trouxe um apanhado histórico do acompanhamento da Razão de Mortalidade Materna (RMM) no Recife nos últimos 15 anos. “Em 2018, Recife tinha uma RMM de 76,5 para 100 mil nascidos vivos. Isso representa uma diminuição em relação ao ano de 2015, onde a razão era de 93 para o mesmo quantitativo de nascidos vivos”, explica. Em número absolutos, em 2018 houve 17 mortes maternas num universo de 22.208 nascidos vivos.
       Por ser tratar de uma tragédia evitável em 98% das mortes, o Comitê trabalha com o monitoramento das recomendações sugeridas pelo Grupo Técnico do CMEMM (após a discussão dos óbitos maternos), além de estimular a criação e organização de comitês hospitalares com o intuito de minimizar as mortes. “Entre as atividades do Comitê, temos realizado seminários anualmente, juntamente com o Comitê Estadual, para discussão da situação da Morte Materna em Recife e no estado de Pernambuco; participamos dos fóruns Perinatal, além de estarmos, sistematicamente, nos Distritos Sanitários dialogando sobre a temática”, conta Karla.
       Convidada para fazer o contraponto a temática, a doutora em Serviço Social pela UFPE, Tatiana Melo, focou num fala voltada a violência obstétrica, onde apresentou as diversas expressões multifacetadas desses atos que podem ser, em sua maioria, físicos e psicológicos. “É importante constatar que as múltiplas expressões da violência obstétrica, sejam elas, o abuso de intervenções desnecessárias na cena do parto, a manipulação e negação de informação correta sobre o processo de parto e gestação, a negação de atendimento mediante ameaça e controle do comportamento da mulher, assim como a negligência e a violação da lei do acompanhante que garante à mulher a companhia de alguém de sua escolha”, explica.
      Segundo dados da Fiocruz, mulheres negras registram 60% do total de mulheres vitimadas pela morte materna. “Os relatos de negligência às mulheres negras gestantes são rotineiros e significam uma expressão do racismo institucional. A negligência e ausência de cuidado culminaram em óbito materno”, enfatiza, onde apresentou dois casos de violência obstétrica contra duas mulheres negra como exemplo ao plenário.
       Finalizando sua fala, Tatiane diz que “o caminho para o enfrentamento à violência obstétrica é investir em uma formação para os profissionais de saúde que considere os direitos humanos, com ênfase nos diretos sexuais e reprodutivos. Investir em uma mudança do modelo de assistência ao parto, ou seja, fornecendo as condições para a realização de partos humanizados que respeite a autonomia das mulheres”.
        Após as apresentações, os(as) conselheiros(as) e convidados(as) fizeram algumas considerações e questionamentos acerca da assistência prestada pela Secretaria de Saúde para as mulheres grávidas que estão em situação de rua e como é feito o acolhimento das grávidas que possuem algum tipo de deficiência
      Ao final, o CMS-Recife aprovou uma moção de Aplauso ao Comitê Municipal de Mortalidade Materna pelo trabalho de relevância feito pelo Comitê.

Fiscalização apresenta relatórios em reunião plenária

       Durante a manhã desta quinta-feira, 30, o colegiado do CMS-Recife esteve reunido para realização da 332ª Reunião Ordinária (RO) que teve como pontos de pauta a apresentação do Comitê de Mortalidade Materna do Recife e dos relatórios da Comissão de Fiscalização do Conselho nas visitas as Unidades de Saúde da rede municipal. Chamada para mostrar o balanço do primeiro quadrimestre das ações da Comissão de Fiscalização do Conselho, a coordenadora da Comissão, Janaína Brandão, também fez a leitura dos relatórios das visitas feitas nesses primeiros quatro meses.
      Ao todo, foram apresentados sete (07) relatórios das visitas nos equipamentos de saúde: PAC Praça do Poeta, CAPS Espaço Vida, CAPS Eulâmpio Cordeiro, USF Mangueira I, USF Passarinho Baixo, USF Alto do Maracanã e Upinha Emocy Krause. “Cada relatório traz o relato das nossas visitas às unidades, onde a comissão observa como a política de saúde está sendo aplicada, quais os eventuais problemas encontrados, sejam eles estruturais ou de outra natureza”, explica Janaína.
      Após finalizada a apresentação, os(as) conselheiros(as) debateram a respeito dos relatos apresentados, onde fizeram algumas ponderações e sugestões. Agora, a Comissão encaminhará os relatórios para a Secretaria de Saúde para conhecimento dos problemas presenciados pela comissão nas visitas às Unidades de Saúde.
      O CMS-Recife ainda aprovou a emissão de uma denúncia ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), onde reitera o seu posicionamento contrário ao fechamento de duas Residências Terapêuticas, o que, na visão do Conselho, pode ocasionar um grande prejuízo no acompanhamento aos usuários que utilizam esse serviço.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Educação Permanente organiza Conferência Livre


      O Conselho Municipal de Saúde do Recife (CMS) do Recife, através da Comissão de Educação Permanente, realizará uma Conferência Livre visando debater assuntos pensando na realização da 16ª Conferência Nacional de Saúde (8ª + 8) prevista para acontecer no mês de Agosto de 2019.
     Tendo como tema: Democracia e Saúde – Direitos Humanos e Acesso a Atenção a Saúde LGBT, a Conferência Livre será um momento para debater sobre o acesso humanizado e da oferta do serviço integral a essa população. Entre os palestrantes estão o Prof. e representante do CEBES Núcleo Recife, Itamar Lages, e o coordenador da Política Municipal LGBT, Airles Ribeiro.
   Para participar da Conferência Livre é necessário realizar um cadastro através do formulário disponível no link: https://bit.ly/2YU4UBp.
     A referida Conferência Livre acontecerá no próximo dia 04 de junho, às 13h, na sede do CMS-Recife, situada na Rua dos Palmares, 253, Santo Amaro.