sexta-feira, 29 de julho de 2016

Conselho Distrital IV empossa seus novos membros

      Na sexta-feira, 22, o Conselho Distrital de Saúde (CDS) IV empossou o seu novo colegiado para o biênio 2016-2018. A solenidade aconteceu no auditório da Policlínica Lessa de Andrade, na Madalena, e reuniu representações do Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Recife, do Distrito Sanitário (DS) IV, do colegiado do CDS 2014-2016, além, é claro, dos conselheiros e conselheiras que irão compor o novo conselho.
     Recepcionados pelo bloco Carnavalesco Lírico com Você no Coração, do bairro do Engenho do Meio, os presentes foram agraciados com uma belíssima apresentação cultural com muita música e encantos mil. Após esse momento, a conselheira Municipal, Sebastiana Maria, a gerente do DS IV, Polyanna Ribeiro, e as conselheiras Joselita Maria (segmento Trabalhador) e Leyla Lisboa (segmento Usuário) foram chamadas para compor a mesa.
     "Quero dizer que o CMS-Recife estará sempre disponível para os Conselhos Distritais que estão sendo empossados e que temos a consciência que precisamos integrar e fortalecer esses conselhos para lutarmos juntos por um SUS melhor e de qualidade sempre atentos num Controle Social mais eficiente", disse Sebastiana Maria.
      Para a gerente do Distrito IV, Polyanna Ribeiro, a gestão espera que haja uma relação amigável com todos os componentes do CDS. "O Conselho Distrital é uma tríade dos segmentos e vamos trabalhar em busca de uma harmonia que facilite o nosso trabalho", falou. "Minha satisfação, enquanto gestora, é a satisfação do usuário. É isso que buscamos, é isso que me move", finaliza.
      A ex coordenadora do CDS IV, Leyla Lisboa, entoou um lema para todo o colegiado. "Espero corresponder a confiança que me foi depositada para que, juntos, possamos lutar por uma saúde de qualidade e com resolutividade: 'Juntos somos mais fortes'". Já a conselheira empossada, Joselita Maria, disse que nunca imaginou participar de um espaço feito para discutir Controle Social. "Estar do Conselho Distrital aconteceu de forma inesperada, mas, com certeza, será uma realização que levarei para toda a vida", disse. " É uma responsabilidade enorme, pois temos que defender o SUS com todo o empenho possível e devemos numa busca incansável pela melhoria do nosso sistema de saúde", finaliza.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

GT finaliza análise da Programação Anual de Saúde (PAS) 2016

      O Grupo de Trabalho (GT) que analisa a Programação Anual de Saúde (PAS) 2016 encerrou ontem, quarta-feira (27), o monitoramento das metas e dos indicadores do referido instrumento de gestão para as ações previstas para esse ano. Juntamente com representantes da Gerência Geral de Planejamento e Orçamento (GGPO) da Secretaria de Saúde (SESAU), os membros do GT se debruçaram sobre o documento ao longo de três dias para acompanhar o recorte do Plano Municipal de Saúde (PMS) 2014-2017 e verificar o processo que envolve a realização das ações do PMS.
     Considerando que a PAS é um instrumento que operacionaliza as metas do PMS, o membros integrantes do GT puderam discutir e qualificar as ações da PAS, além de inserirem novas recomendações para aprimorar e orientar a política de saúde municipal.
       A coordenadora do GT, Rosângela Albuquerque, explica como foi o processo de estudo da PAS. "Foram três dias de trabalho no qual fizemos uma revisão minuciosa nos documentos trazidos pela secretaria de saúde, onde olhamos, item por item, e pudemos debater cada uma das ações que estão contidas na programação", disse.
      O GT ainda elaborou um parecer que será apreciado e levado para aprovação durante a 298a Reunião Ordinária que acontecerá amanhã, quinta-feira, 28, na sede do CMS-Recife.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Após denúncia de falta de medicamento, Comissão de Fiscalização visita Unidade

      A Comissão de Fiscalização visitou, na manhã de ontem, terça-feira, 19, o Centro de Saúde Professor Joaquim Cavalcanti, no Distrito Sanitário IV. Na ocasião, os membros da comissão conheceram as instalações e conversou com usuários e gestores da unidade.
      Na visita, foi constatado que a farmácia da unidade foi abastecida e medicamentos como: Furosemida, Losartana, Carvedilol e Hidroclorotiazida já estão sendo entregues aos usuários. A comissão percebeu que alguns outros medicamentos chegaram, mas em baixa quantidade. Outro insumo que também está disponível na unidade são as fraldas geriátricas,  de tem grande saída e é uma causa constante de denúncias protocoladas no CMS-Recife.
       Os membros da comissão também perceberam que muitos usuários costumam chegar antes da unidade de saúde abrir as portas para conseguir sua marcação. Para a coordenadora da comissão, Rivânia Rodrigues, essa prática é cultural. "Vimos que alguns usuários passam a madrugada na rua a espera da unidade abrir. Devemos informar que existe uma central de regulação que foi criada para acabar com essas filas e deixar o trabalho mais humanizado", disse Rivânia. "Como o acolhimento é feito às 7h, não importa se você chega mais cedo ou na hora, todos serão atendidos igualmente", completa.
    Rivânia também lembrou que a Secretaria de Saúde implantou um sistema de informação que envia uma mensagem de texto (SMS) para o usuário afim de lembrá-lo da consulta que foi marcada.

Fiscalização visita SaúdeLog

       A Comissão de Fiscalização, em uma de suas atividades, esteve presente, na última sexta-feira, 15, na SaúdeLog, empresa contratada pela Secretaria de Saúde (SESAU) para distribuição de medicamentos e insumos para toda a rede Municipal de Saúde. A visita serviu para conhecer o local e entender o processo de dispersão dos materiais armazenados no depósito.
       Recepcionados pelo secretário-Executivo de Administração e Finanças da SESAU, Felipe Bittencourt, e pelo gerente da SaúdeLog, Carlos Henrique, os membros da comissão assistiram uma apresentação onde constava, detalhadamente, o fluxograma adotado pela empresa para realização da logística de entrega dos medicamentos.
       A conselheira Keila Tavares relembrou que a comissão fez uma visita as farmácias do Distritos Sanitários e, em algumas delas, foi visto uma grande quantidade de remédios com validade vencida e aproveitou a oportunidade para saber como a SaúdeLog lida com essa problemática. Carlos Henrique informou que o repasse dos medicamentos para as farmácias distritais seguem protocolos onde o lote que está com a validade mais próxima será entregue primeiro, mas ele reconhece que possa haver algum problema desses medicamento não serem entregues a tempo aos usuários.
     Carlos também ressalta que a SaúdeLog é responsável somente em entregar os medicamentos aos Distritos Sanitários e estes ficariam incumbidos em repassar para as Unidades de Saúde da rede.
      Os conselheiros também questionaram a falta de medicamentos e foi-lhes dito que, por vezes, a ausência de um ou outra droga é devido a não fabricação do mesmo. "Às vezes, a falta de medicamentos se dá pela não produção da droga. Muitos laboratórios optam por não fabricarem alguns medicamentos porque não é rentável, mas a secretaria vem trabalhando com remédios similares para suprir essa falta", disse Felipe Bittencourt. "Estávamos com um alto índice de medicamentos zerados, mas existem algumas licitações para contornar essa situação", completa.
      Como encaminhamento, a comissão solicitou uma planilha que conste todo o material já entregue pela SaúdeLog de janeiro até junho para uma análise da comissão. Além disso, a comissão também deve convidar a Vigilância Sanitária para fazer uma visita conjunta ao depósito da SaúdeLog.
      Na ocasião, o conselheiro Oscar Correia também participou da visita.

Conselho debate sobre Programa de Saúde Ambiental

       O plenário do CMS-Recife, recebeu, na última quinta-feira, 14, a secretária-Executiva de Vigilância à Saúde, Cristiane Penaforte, para apresentar o Programa de Saúde Ambiental (PSA) do Recife. A apresentação ocorreu durante a 204a Reunião Extraordinária do Conselho que também trouxe a criação do Grupo de Trabalho (GT) para acompanhar a Programação Anual de Saúde (PAS) 2016 como ponto de pauta.
       Iniciados os trabalhos pela mesa coordenadora, os conselheiros, conselheiras e visitantes puderam acompanhar as explanações de Cristiane Penaforte. Em sua apresentação, Penaforte falou que a Vigilância Ambiental é um conjunto de ações que proporcionam a detecção de qualquer mudança nos fatores determinantes do meio ambiente e adota medidas de prevenção e controle dos fatores de risco e das doenças ou agravos que são acompanhados pelos Agentes de Saúde ambiental e Controle de Endemias (ASACE).
       Aberto o debate, o conselheiro Rodrigo Barbosa questionou se existe algum Ponto de Apoio para as equipes do PSA nas Unidades de Saúde e se há a possibilidade de manter um trabalho integrado com outros órgãos, a exemplo da EMLURB e do SANEAR. O conselheiro também ressaltou que seria importante que os ASACES fizessem um trabalho informativo, pois, segundo ele, os agentes nem entram nas casas para uma conversa direta com os moradores. "Deve haver algum material informativo para ser entregue aos moradores das comunidades. Já que falamos em educação, acho que precisamos também ser educadores para que todos fiquem informados. Muitas vezes os agentes nem verificam se existe algum problema naquele ambiente e esse trabalho é muito importante", disse.
       Cristiane explicou que existem 119 Pontos de Apoio, mas caso não haja esse espaço em alguma unidade de saúde, a solicitação deve ser feita na gerência sanitária do Distrito Sanitário para poder centralizar a informação e melhorar o serviço. Penaforte reconhece que há problemas com alguns agentes, mas que tenta, sistematicamente, melhorar o trabalho. "É permanente o nosso compromisso em perceber as colocações do conselho e nosso intuito é melhorar", disse.
     Questionada sobre os casos de óbitos em decorrência as arboviroses, Penaforte respondeu que, em 2016, Recife está com 100 casos suspeitos por chikungunya, mas que somente 11 foram confirmados. Ela ainda ressalta que essas mortes são predominantemente em idosos ou em pessoas que possuem algum fator que debilite o portador da doença, a exemplo de diabetes e obesidade.
     Após a apresentação do Programa de Saúde Ambiental, o colegiado elegeu os conselheiros que irão compor o Grupo de Trabalho que analisará a Programação Anual de Saúde (PAS) 2016 que traz o conjunto de ações que foram programadas para este ano.
       Por fim, houve os informes gerais e algumas das comissões que tinham vacâncias em suas composições foram preenchidas.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Educação Permanente retorna discussões de capacitação

     Membros da Comissão de Educação Permanente se reuniram, na manhã de hoje, segunda-feira, 18, para discutir sobre a capacitação para conselheiros municipais e distritais de saúde. A proposta é empoderar os novos/as conselheiros/as com assuntos que envolvem orçamento e Controle Social.
     Como encaminhamento, a comissão irá convidar representantes da Secretaria Executiva de Gestão no Trabalho e Educação na Saúde (SEGTES) e do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE/PE) para firmar parcerias e visualizar o plano de atividades da capacitação.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Conselheiros/as do Conselho Distrital de Saúde III são empossados

      O Conselho Distrital de Saúde (CDS) III, empossou, no último dia 8, seu novo colegiado para o biênio 2016-2018. A cerimônia de posse aconteceu no auditório da Upinha 24h Moacyr Gomes André Gomes, no bairro de Casa Amarela, e reuniu representantes do Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Recife, do Distrito Sanitário III, além, é claro, dos conselheiros e conselheiras que irão compor o novo conselho.
        Recepcionados pela gerente do DS III, Lara Hazin, os presentes foram agraciados com uma apresentação do território de atuação do CDS, onde conheceram quais as unidades de saúde presentes em toda área do Distrito. O secretário-executivo do CDS III, Juscelino Nunes, também fez uma apresentação, onde mostrou as ações do antigo colegiado durante o seu biênio (2014-2016).
          A conselheira Municipal de Saúde, Lucelena Cândido, representante do CMS-Recife na solenidade, deu as boas vindas aos novos integrantes do CDS. "Quero dizer que fico muito feliz em ver que pessoas comprometidas com o controle social fazem parte desse novo conselho e dizer que ser conselheiro de saúde é uma tarefa muito gratificante, mesmo com todas as dificuldades. Mas somos responsáveis em acompanhar, fiscalizar e denunciar os problemas que acontecem nas nossas unidades de saúde", disse Lucelena. 

A gerente do DS III, Lara Hazin, apresenta o território para os novos conselheiros/as
A conselheira Lucelena Cândido recebe documentos das ações do CDS III.

CMS-Recife Repercute: Cartilha da saúde dos homens gays e bissexuais

     O Ministério da Saúde, durante a 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de LGBT, realizada em Brasília/DF, lançou uma cartilha "Cuidar bem da saúde de cada um. Faz bem para todos. Faz bem para o Brasil", com foco na saúde integral, atendimento humanizado e respeito para homens gays e bissexuais. O Objetivo é informar e conscientizar toda a sociedade, bem como profissionais de saúde, trabalhadores e gestores do SUS sobre garantias ao atendimento, sem discriminação, considerando as especificações de saúde dessa população. A cartilha destaca o direito de todos à saúde com respeito e sem discriminação e aborda orientações aos profissionais no acolhimento a essa população. Confere o conteúdo da cartilha:

terça-feira, 12 de julho de 2016

Conselho Distrital de Saúde I tem novo colegiado empossado

     Com discursos de boas vindas, o Conselho Distrital de Saúde (CDS) I, empossou, no último dia 5 o novo colegiado do CDS I para o biênio 2016-2018. Recepcionados pelos conselheiros municipais Rodrigo Barbosa e Moisés José, pela então coordenadora do CDS I, Risolanda Matias, e pela gerente do Distrito Sanitário I, Alessandra Araújo.
    "Quero dar as boas vindas aos novos conselheiros e conselheiras e dizer que estou saindo do conselho, mas continuarei na luta pelo fortalecimento do Controle Social, pois quando está no sangue não tem como deixar de lado", disse Risolanda Matias, que se despede do Conselho.
     O conselheiro Municipal de Saúde, Moisés José, falou da sua expectativa para o novo colegiado do CDS I visto que alguns dos novos membros são novatos nesse espaço de controle social. "Espero que deem continuidade as demandas, solicitações, encaminhamentos, enfim, ao funcionamento das atividades do conselho distrital. Espero que sejam mais atuantes e que trabalhem sempre em conjunto acolhendo as dificuldades dos usuários e tentando solucioná-las", 
     Para a gerente do DS I, Alessandra Araújo, a gerência distrital estará de portas abertas para lutar pela melhoria do conselho e pelo fortalecimento do controle social. "Gostaria de falar que enquanto cidadã, assistente social e sanitarista sempre fui uma defensora da participação popular. Quero dizer que são muitos os desafios, mas tenho certeza que o novo conselho distrital, nesse novo biênio, veio para ficar", disse Alessandra Araújo. "Agradeço a presença de todos os participantes e registro a minha satisfação e compromisso em contribuir para o avanço do controle social me colocando a disposição para o que for necessário ao fortalecimento do nosso conselho", finaliza.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Conselho participa da 2a Marcha em defesa da saúde

      Os conselheiros Cristiano Nascimento, Oscar Correia e José Cleto representaram o Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Recife na 2ª Marcha da Saúde, da Seguridade e da Democracia realizada na última quarta-feira, 6, em Brasília/DF. A mobilização, que foi uma convocação feita pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), teve como foco principal a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e foi uma forma dos conselhos de saúde e movimentos sociais irem à luta contra os desmontes que o SUS vem sofrendo. A marcha reuniu cerca de cinco mil pessoas.
O Conselheiro Cristiano Nascimento disse que a marcha é um ato simbólico muito importante para o SUS
        Para o conselheiro Cristiano Nascimento, a marcha foi um momento unir forças para não deixar o retrocesso atingir o SUS. "A marcha foi um simbolismo importante para o SUS, pois foi um gesto mobilizador de grande relevância onde encontramos pessoas de todo o país demonstrando que o SUS é fundamental para nossa sociedade", disse. "Lutamos bastante para fortalecer o SUS e temos que ocupar esses espaços para que não seja retirado nenhum outro direito dos cidadãos e que não vamos permitir um retrocesso", completa.
       Na ocasião, os conselheiros levaram faixas e entregaram o Jornal do Conselho e o texto que fala sobre 'O Desmonte do SUS'. 
O conselheiro Oscar Correia entregou o Jornal do Conselho e o texto Desmonte do SUS ao Presidente do CNS, Ronald Santos
O conselheiro José Cleto entrega os materiais produzidos pelo CMS-Recife

quinta-feira, 7 de julho de 2016

CMS-Repercute: Nota Técnica da Abrasco sobre Microcefalia e doenças vetoriais relacionadas ao Aedes aegypti

     Através da atuação dos Grupos Temáticos de Saúde e Ambiente; Saúde do Trabalhador; Vigilância Sanitária; Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável; e Educação Popular em Saúde, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), manifesta Nota Técnica sobre a epidemia de microcefalia.
        O documento pretende aprofundar reflexões, questionamentos e fazer proposições que possam orientar as políticas públicas na intervenção preventiva frente ao surto.

       Para ter acesso a Nota Técnica, basta clicar neste link.

terça-feira, 5 de julho de 2016

O Desmonte do SUS

      O SUS é uma conquista dos movimentos populares e do povo brasileiro na constituinte de 1988 na qual conseguimos inserir no texto constitucional que saúde é um direito de todos e dever do estado.
   O país vive uma profunda crise política e institucional que vem ameaçando direitos constitucionais arduamente conquistado pelo povo brasileiro como o direito à saúde. Não é de agora que o SUS vem sofrendo ataques e ameaças, mas é nos dias de hoje que esses ataques avançam para comprometer os princípios constitucionais, como a vinculação orçamentária do recurso da saúde.
     Diante dos ataques ao SUS pelo atual governo, vamos intensificar nossa luta pelo direito universal à saúde e em defesa da democracia:
    Contra a Emenda Constitucional (EC) nº 86/2015, pela qual atualmente o valor da aplicação mínima federal é 13,2% da receita corrente líquida, menor que os 14,3% e 14,8% da RL aplicada em 2014 e 2015, respectivamente, conforme a regra anterior da EC 29/2000.
    Contra a proposta do ministro da fazenda de impedir que se mantenha o padrão já insuficiente do gasto em saúde e, pior, reduzir a um valor que a inviabilizará completamente o atendimento a saúde da população, desconsiderando completamente o processo de subfinacimento histórico do SUS e a realidade da saúde pública brasileira, especialmente nesses anos de epidemia de dengue e Zika vírus.
     Contra a portaria 958/2016, publicada no dia 11 de maio, determina a substituição dos/as Agentes Comunitários de Saúde por auxiliares ou técnicos de enfermagem, considerada um retrocesso na história do Sistema Único de Saúde, corroborando para o fim do modelo de cuidado adotado pela estratégia de saúde da família, que entende que esta categoria profissional é fundamental para promoção e assistência da saúde das famílias.
    Contra a privatização do SUS, que favorece as Organização Sociais (OSs), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) e Fundações Estatais de Direito Privado (FEDPs) tendo o fundo público a, cada vez mais, ser alocado no setor privado da saúde em detrimento da ampliação do setor público, levando à progressiva privatização do setor e sucateamento, com diminuição de leitos e fechamento de hospitais.
       Contra o Projeto de Lei 4330/2004, que passou a se chamar Projeto de Lei da Câmara (PLC) de 30/2015, que regulamenta contratos de terceirização no mercado de trabalho permitindo que as empresas terceirizem suas atividades fins, aumentando a precarização nas relações de trabalho no Brasil prejudicando milhões de trabalhadores e trabalhadores e ainda deixando a cargo da empresa terceirizada a responsabilidade sobre problemas trabalhistas, o que pode eximir empresas contratantes (e teoricamente com mais estrutura) de eventuais problemas com os trabalhadores, entre outras questões.
       Contra a PLP 257/2016 que, entre outras medidas, prevê o congelamento de salário, suspensão de concursos públicos, não pagamento de progressões e outras vantagens (como gratificações), revisão dos regimes jurídicos dos servidores, elevação das alíquotas previdenciárias, privatizações, venda de bens públicos e aumento da precarização e da terceirização dos serviços públicos ofertados à população.
     Contra a PEC 143/2015 voltada em primeiro turno no senado federal, porque, se aprovada, ela poderá retirar, segundo estimativa de especialista, de R$ 40 a R$ 80 bilhões do recurso do SUS, provenientes da União, Estados, Distrito Federal e dos municípios.
     Contra a PEC 451, de iniciativa do deputado Eduardo Cunha, cujo o objetivo é acabar com o SUS público e universal em benefício dos planos de benefícios privados.

     A favor da garantia de 10% do PIB para o financiamento da saúde no país, como está proposto na PEC 001/2015 decorrente de um projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLP 321/2013), conhecido como Saúde +10.
     Defender o fim imediato da aplicação da Desvinculação de Receita da União (DRU) na Saúde
      Aprimorar o SUS, definir e explicitar as responsabilidades e os compromissos dos entes federados, por meio de instrumento de pactuação regional dos entes públicos, a exemplo do COAP-SUS (Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde).
     Afirmar que o problema da saúde é de gestão e que não falta recursos para financiar a saúde é um equívoco. Em 2014, o poder público aplicou 3,9% do PIB em ações e serviços de saúde, enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda o mínimo de 7%. Para um SUS universal, integral e equitativo, o Estado (União, estados e municípios) destinou apenas R$ 1.063,15 per capita/ano, o que corresponde a R$ 2,90 por dia em 2014. Esses recursos se destinam a serviços ambulatoriais, hospitalares, diagnósticos, vacinas, medicamentos, alem de ações de vigilância sanitária e controle de endemias em todo o território nacional.
     De maneira geral, a melhoria da gestão pública implica aumento do gasto público. Os recursos municipais destinados à saúde têm relativamente crescido, mais do que os próprios recursos da União. Dessa forma, os municípios fazem sua parte aplicando em média 23% do orçamento em saúde pública, ou seja, oito pontos percentuais acima do montante definido constitucionalmente.
    Vamos reagir e resistir para impedir que esta lógica prevaleça. Defendemos a constituição, a saúde, o SUS e a democracia.

Plenário do Conselho Municipal de Saúde do Recife biênio 2016-2018
297ª Reunião Ordinária de 30 de Junho de 2016.

Plenário debate questões relacionadas as arboviroses

     No dia 30 de junho, o colegiado do Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Recife se reuniu para realizar a sua 297ª Reunião Ordinária. O pleno, que foi ampliado, teve como intuito a apresentação sobre microcefalia e doenças vetoriais relacionadas ao Aedes aegypti., além da apresentação sobre direitos reprodutivos em tempos de Zika, feita pelo grupo Curumim.
     No período da manhã, os conselheiros e conselheiras foram prestigiar a entrega do mais novo equipamento de saúde da rede municipal de saúde do Recife. Trata-se da Unidade Pública de Atendimento Especializado (UPAE), localizada no bairro do Arruda, Distrito Sanitário II, que realizará cerca de 21 mil procedimentos de média complexidade e terá atendimento especializado em Cardiologia, Fonoaudiologia, Enfermagem (estomatologia), Terapia Ocupacional, Nefrologista, Pneumologia, entre outros.
      Dando continuidade a pauta, já na sede do CMS-Recife, o colegiado pode participar da apresentação da Lia Giraldo, professora e pesquisadora da FioCruz, que aceitou o convite do Conselho para apresentar uma pesquisa sobre microcefalia e doenças vetoriais.
     Começando sua apresentação com um questionamento - "Incertezas, controvérsias e o que fazer?", Lia fez um resgate histórico sobre as arboviroses altamente presentes no ano de 2015, onde, além da dengue, mas duas novas doenças passaram a circular: Zika e Chikungunya. Nesse contexto, Lia apresentou uma avaliação do programa do controle do Aedes aegypti no país. "[A apresentação servirá para] Demonstrar passo a passo o que nós entendemos desse problema para que os senhores conselheiros possam dialogar e ter firmeza no diálogo com as autoridades sanitárias", disse Lia.
A conselheira Sônia Pinto falou que esse momento foi enriquecedor para o Controle Social
     A conselheira Sônia Pinto parabenizou a professora pela explanação. "Essa apresentação foi uma aula para o Controle Social onde a gente teve conhecimento dos riscos que a população corre". Já a conselheira Sebastiana Maria questionou como fazer com que a população, que não possui uma educação ambiental bem fundamentada, ficar mais atenta ao combate do mosquito. "Do que adianta ter um saneamento básico funcionando se não há uma coleta regular do lixo ou um acompanhamento dos ACS e dos agentes ambientais para fazer com que a população seja mais bem informada?", indaga.
A professora e pesquisadora, Lia Giraldo, trouxe dados relevantes sobre as arboviroses 
     Lia disse que os elementos que incorporam o saneamento básico trabalham integrados, mas os problemas são mais complexos. "Dependem de muitas coisas. O mosquito necessita de um ambiente favorável para sua reprodução. As pessoas precisam ter melhores condições de vida para ter um ambiente que as ajude no enfrentamento ao mosquito", ressaltou. 
     Ao fim, o colegiado agradeceu a presença da professora e pesquisadora da FioCruz, Lia Giraldo, e deu continuidade a pauta da reunião plenária com a apresentação do grupo Curumim.
Paula Viana, do grupo Curumim, trouxe a discussão dos direitos reprodutivos das mulheres em tempos de Zika
      Com o tema "Em tempos de Zika, proteção e cuidado  começam  por  informar  a mulher sobre os seus direitos reprodutivos", a representante do grupo Curumim, Paula Viana, traz uma campanha levantada pelo Curumim onde apresenta que as mulheres possuem uma dupla vulnerabilidade as arboviroses, uma ligada a exposição extrema a dengue, zika e chikungunya e a outra relacionada ao acesso de má qualidade as informações e aos métodos contraceptivos. "Essa epidemia vem como uma bomba, numa situação já caótica de assistência a saúde reprodutiva aqui em Pernambuco, em Recife", disse. Segundo Paula, no ano de 2015, 23 mulheres vieram a óbito em decorrência da epidemia no período pós-parto e, neste ano, já chega a 13, o que é um número preocupante.
A conselheira Juliana Cesar ressaltou que os serviços de saúde devem fazer
com que a informação chegue de forma eficaz as mulheres.
     A conselheira Juliana César pediu, mais uma vez, que mudem o termo microcefalia por Síndrome Congênita da Zika e que se deve voltar a discutir, dentro da saúde, o suporte do planejamento reprodutivo, abordando o uso do Dispositivo Infra-Uterino (DIU) como método contraceptivo e que seja, também, realizado por enfermeiros e não somente por médicos, além da discussão do aborto garantido por lei. "Os serviços de saúde devem trazer a informação e as consequências de um e outro fato, assim a mulher irá tomar a decisão informada", disse.
     Por fim, o colegiado aprovou a participação do CMS-Recife na 2ª Marcha em defesa do SUS, onde os conselheiros Cristiano Nascimento, José Cleto e Oscar Correia participarão no movimento em Brasília/DF. Também foi tirada a representação do Conselho na XV Plenária Estadual de Conselhos de Saúde do Estado de Pernambuco que acontecerá nos dias 19 e 20 de julho, no Centro de Convenções, em Olinda.