Na cerimônia de abertura da 14ª Conferência
Municipal de Saúde do Recife/Etapa Municipal da 16ª Conferência Nacional de
Saúde (8ª + 8) foram concedidas duas homenagens a pessoas que, de alguma forma,
contribuem com o fortalecimento do Controle Social na capital pernambucana. Nas
conferências anteriores, o CMS-Recife homenageia algum(a) conselheiro(a) que
passou pelo Conselho e deixou a sua marca de perseverança e militância em
defesa do SUS. Nessa conferência não foi diferente. Este ano a conselheira
Lucelena Cândido dos Anjos, foi à homenageada.
sexta-feira, 12 de abril de 2019
Conselho homenageia representantes do Controle Social
Conferência de Saúde discute Democracia e Saúde como direito
Mais de 400 delegados(as), entre usuários, trabalhadores de
saúde, gestores e prestadores de serviços, entoaram o desejo de melhorias para
o Sistema Único de Saúde (SUS) e fizeram valer seus papeis de defensores do
Controle Social durante a 14ª Conferência Municipal de Saúde do Recife que
aconteceu nos dias 28 e 29 de março no Centro de Convenções, em Olinda/PE.
"Esse é o nosso processo contínuo, de uma construção
coletiva pelo Sistema de Saúde Pública Universal e Integral que atenda as
necessidades e os anseios da nossa população que tanto precisa", disse o
coordenador do CMS-Recife, Cristiano Nascimento, no ato de abertura. "A
Conferência é o ápice do Controle Social, sendo de uma grande responsabilidade
e alegria estar fazendo parte pelo Conselho Municipal de Saúde, além de firmar
uma posição e não permitir retrocesso de forma alguma", continua.
Para Cristiano, esse é o perfeito exemplo de democracia e de
resistência da população recifense. "Neste contexto nacional que estamos
inseridos, é o momento de olharmos um para o outro e nos unirmos, precisamos
estar juntos neste processo. Precisamos entoar: 'Ninguém solta a mão de ninguém'",
finaliza.
Já o
secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, ressaltou as tradições
populares e históricas das Conferências de Saúde em Recife. "Esperamos,
mais uma vez, que a voz do Recife seja ouvida na Conferência Estadual e que a
voz do Recife precisa ser levada a todas as esferas que ligam a Conferência
Municipal de Saúde", destacou. "Temos que dar as mãos e construir em
cima do nosso denominador comum um caminho para o futuro que, no mínimo, nós
possamos resistir e buscar avançar", finaliza.
Para Itamar, esse é um momento
de unir forças. “A luta neste momento é Recife ecoar na macrorregional, é uma
luta para dizer que apoiamos aquela carta dos Governadores do Estado, dizer não
a Emenda Constitucional 95, dizer não a PEC da desvinculação. Essa Conferência
precisa aprovar todas essas coisas. Precisamos sair juntos neste grande
movimento”, clama.
Ao logo dos dois dias, os participantes da 14º Conferência
foram divididos em oito grupos, onde debateram assuntos como Fortalecimento da
Atenção Primária; Média e Alta Complexidade; Investimentos em Saúde; Vigilância
em Saúde; Controle Social; Assistência Farmacêutica; Financiamento do SUS; e
Gestão Estratégica e Participativa na Saúde. Cada grupo priorizou, ao todo, 15
propostas, divididas nos âmbitos Regional, Estadual e Nacional.
Agora, as mais de 120
propostas aprovadas servirão de subsídio para a etapa Macrorregional da 9ª
Conferência Estadual de Saúde de Pernambuco que acontece nos dias 23 e 24 de abril, no Centro de Convenções de Pernambuco.
sexta-feira, 5 de abril de 2019
GT do RAG 2018 finaliza Parecer
Após sete reuniões, o Grupo de Trabalho (GT) responsável pela análise do Relatório Anual de Gestão (RAG) 2018 finalizou suas observações e construiu o Parecer que deverá ser apresentado e posto para aprovação durante a 213ª Reunião Extraordinária que acontece nesta quinta-feira, 11.
O parecer é o produto final dos trabalhos desenvolvidos pelo GT, onde traz recomendações à Gestão sobre algumas metas e indicadores que não conseguiram o alto desempenho durante as ações programadas no ano passado.
Ainda durante a reunião de construção do Parecer, o GT também fez o verificação no balancete das despesas feitas ao longo do ano passado.
Conselho aprecia trabalho científico sobre distúrbios neurocognitivos associados ao HIV
Em sua primeira visita ao Conselho Municipal
de Saúde (CMS) do Recife, em dezembro de 2018, a Profª Drª Dayse Vasconcelos
realizou uma breve apresentação à Comissão Executiva sobre os trabalhos científicos que abordam os distúrbios neurocognitivos
associados ao HIV, a HAND. O CMS-Recife, através dos membros da Comissão
Executiva à época, enxergou uma grande oportunidade de expandir o conhecimento dessa
temática e convidou a professora para participar da 330ª Reunião Ordinária realizada em 21 de março, na
sede do Conselho.
Muitos de nós já ouvimos falar sobre
Demência, uma degeneração crônica que compromete o sistema cognitivo que, muitas
vezes, pode ser confundida com o Delirium, sendo um erro, afinal, a demência
definiu-se por ser uma alteração anatômica no sistema nervoso. Já o delírio se
dá por uma enfermidade aguda ou em muitos casos pelo uso excessivo de drogas. O
que dificilmente ouvimos falar é sobre o desenvolvimento de demência,
desencadeado pelo vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) adquirida.
A demência
puramente associada ao HIV é causada por dano neuronal pelo próprio vírus. Em
pacientes com infecção pelo HIV, a demência pode resultar de outras doenças,
algumas das quais podem ser tratáveis, que incluem infecções bacterianas,
meningite por tuberculose (TB), infecções virais e toxoplasmose. Ocorrem também
alterações patológicas subcorticais, isto é, está sob o córtex suprarrenal,
resultantes da infiltração de células microgliais ou macrófagos infectados (células
imunes ao Sistema Nervoso Central).
A Profª Dayse Vasconcelos, enfatiza que o
Distúrbio Neurocognitivo Associado ao HIV (HAND), tem merecido atenção devido
ao potencial em determinar impacto funcional desfavorável na vida das pessoas
vivendo com HIV. "Precisamos entender os comportamentos que disseminam o vírus
HIV. As disseminações de formas desiguais são geralmente por falta de
informação. Ter o desconhecimento sobre determinadas doenças e principalmente a
HAND, é comum", enfatizou Dayse referindo-se as dificuldades na
acessibilidade a informação sobre o HIV e AIDS.
O termo HAND não é aplicado somente às
doenças cerebrais progressivas devidas à AIDS, mas também as pessoas com
comprometimento neurológico residual associado ao HIV. Hoje em dia, a aplicação
dos critérios atuais da HAND tem dependido dos diagnósticos de acordo com a
gravidade do comprometimento neurológico no exame neuropsicológico. É
importante destacar que o status dinâmico do comprometimento, bem como a
fisiopatologia associada, ou seja, o estudo minucioso das funções anormais dos órgãos e aparelho do organismo.
Dayse conclui que o
ideal é a disseminação dos estudos, a implementação em outras populações e a
testagem ser feita por outros pesquisadores, colocando sempre a mostra e em
níveis assistenciais, como ONG, hospitais de referências, favorecendo sempre a
melhor qualidade de vida aos indivíduos, onde eles estão disseminados pela
sociedade, comprometendo as nossas atividades. "Não é por que você não tem
que a outra pessoa terá; que não devemos ligar; o trabalho dela está inter-relacionado com o seu, no seu cotidiano, ele está na nossa sociedade é
muito oportuno tratar essas pessoas", finaliza Dayse.
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Executiva define pautas das Reuniões Plenárias em Abril
Nesta tarde de ontem, terça-feira, 2, membros da Comissão Executiva estiveram reunidos para acompanhar as atividades do Conselho e encaminhar demandas protocoladas na Secretaria-Executiva do CMS, a exemplo da Audiência Pública sobre Saúde Mental que aconteceu na manhã desta quarta-feira, 03, no plenário da Câmara de Vereadores do Recife.
Além disso, a Comissão marcou uma Reunião Extraordinária para o dia 11/04, onde serão apreciados o Parecer do Relatório Anual de Gestão (RAG) 2018 e os relatórios da Comissão de Fiscalização do CMS-Recife.
Ainda em reunião, ficou acordada que a Política do SAMU, juntamente com a avaliação da 14° Conferência Municipal de Saúde do Recife, será tema da 331° Reunião Ordinária no dia 25 deste mês.
Política de Atenção a Saúde Mental é tema de debate em Plenária
Com casa cheia, o colegiado do Conselho
Municipal de Saúde (CMS) do Recife recebeu, no dia 21 de março, usuários de CAPS,
familiares, profissionais de saúde, residentes, gestores e convidados para participar da 330ª Reunião Ordinária que
teve como principal ponto de pauta a apresentação da Política Municipal de
Atenção à Saúde Mental, Álcool e outras Drogas.
Convidada
para fazer a apresentação do tema e expor os avanços e desafios dos usuários e
trabalhadores, a gerente da Política em Recife, Cléo Queiroz, fez explanações
referentes às necessidades desta população. “A Política atua por eixos temáticos
e áreas técnicas específicas juntamente com uma diversidade de ações que
precisamos desenvolver como as áreas técnicas, urgência e emergência, atenção
hospitalar, além da política infanto-juvenil que implica no município de
Recife. Cada área compete aos profissionais de referências, onde focamos nas
ações territoriais, com ênfase na necessidade e prioridade da educação
permanente para o corpo de trabalhadores e na necessidade dos usuários”,
explica.
Cléo
também destacou os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e a Rede de Atenção
Psicossocial (RAPS), que estão em pleno funcionamento, possuindo 17 Unidades,
sendo duas delas 24h, além das três unidades de acolhimento contendo 24 leitos
integrais. “A Política não trabalha só. Toda diretriz é focada nas ações
articuladas em território e na integralidade dos cuidados e pra a gente
garantir esta gestão, nós temos espaços colegiados regulares, os Grupos de Trabalho
(GT) por eixo temáticos, os Fóruns de Saúde Mental Distritais, envolvendo
também os gestores distritais da Rede e demais Políticas de Saúde que implicam
na nossa Política”, disse a gestora.
Como
destaque nos resultados positivos alcançados foi destacou a implantação de
instrumentos de monitoramento da produção física e padrão de registro de
procedimento na RAPS Recife, a implantação de referência técnica para urgência
e emergência com discussão de fluxo e articulação da Rede, incluindo os demais
dispositivos de atenção à Crise, da referência técnica integração
ensino-serviço: construção de fluxo e plano de formação na Rede Psicossocial,
além da implantação de duas residências formativas: psiquiatria e
multiprofissional na RAPS.
A
Conselheira e membro do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde Mental do CMS-Recife,
Íris Maria, foi a responsável por apresentar os contrapontos baseados na
vivência na área e nos acompanhamentos realizados por si dentro das Unidades do
SUS, como CAPS e Residências Terapêuticas.“A Política vem do berço de luta e do
ato de empoderamento também dos usuários. Ela trabalha para reverberar a
importância das pessoas que até então tinha lugar de segregação”, enfatizou
Íris. Ainda segundo a conselheira, Recife vem “sendo assertivo em ações
direcionadas as residências” o que fortalece na formação do trabalhador no SUS
e, consequentemente, nas Políticas disponíveis para melhoria dos serviços
relacionados à Saúde Mental.
Durante
a reunião, as conselheiras Fábia Andrade e Adrielly Araújo fizeram a leitura da
Carta e da Nota de repúdio emitidas pelo Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial
e Equipe do CAPS David Capistrano, respectivamente, que são contra o fechamento
de duas residências terapêuticas no Recife. Em carta, representantes relatam a
extrema necessidade dos moradores e solicitam aos órgãos públicos para que
sejam tomadas as medidas cabíveis buscando reverter esse triste episódio para a
saúde mental do Recife.
Ainda, foram feitos encaminhamentos correlacionados as
solicitações da lista detalhada de residências terapêuticas em Recife, a
descrição detalhada da execução financeira da Política Municipal de Saúde
Mental, além da solicitação direta da Conselheira Lorena Raia enfatizando a
necessidade do acompanhamento em todas as apresentações das questões
orçamentárias no que se refere as Políticas de Saúde. O CMS-Recife também irá
emitir o seu posicionamento no que se refere ao não fechamento das unidades
terapêuticas de Saúde Mental, buscando alternativas de melhorias para as
residências.
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