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quinta-feira, 14 de julho de 2016

CMS-Recife Repercute: Cartilha da saúde dos homens gays e bissexuais

     O Ministério da Saúde, durante a 3ª Conferência de Políticas Públicas de Direitos Humanos de LGBT, realizada em Brasília/DF, lançou uma cartilha "Cuidar bem da saúde de cada um. Faz bem para todos. Faz bem para o Brasil", com foco na saúde integral, atendimento humanizado e respeito para homens gays e bissexuais. O Objetivo é informar e conscientizar toda a sociedade, bem como profissionais de saúde, trabalhadores e gestores do SUS sobre garantias ao atendimento, sem discriminação, considerando as especificações de saúde dessa população. A cartilha destaca o direito de todos à saúde com respeito e sem discriminação e aborda orientações aos profissionais no acolhimento a essa população. Confere o conteúdo da cartilha:

terça-feira, 12 de julho de 2016

Conselho Distrital de Saúde I tem novo colegiado empossado

     Com discursos de boas vindas, o Conselho Distrital de Saúde (CDS) I, empossou, no último dia 5 o novo colegiado do CDS I para o biênio 2016-2018. Recepcionados pelos conselheiros municipais Rodrigo Barbosa e Moisés José, pela então coordenadora do CDS I, Risolanda Matias, e pela gerente do Distrito Sanitário I, Alessandra Araújo.
    "Quero dar as boas vindas aos novos conselheiros e conselheiras e dizer que estou saindo do conselho, mas continuarei na luta pelo fortalecimento do Controle Social, pois quando está no sangue não tem como deixar de lado", disse Risolanda Matias, que se despede do Conselho.
     O conselheiro Municipal de Saúde, Moisés José, falou da sua expectativa para o novo colegiado do CDS I visto que alguns dos novos membros são novatos nesse espaço de controle social. "Espero que deem continuidade as demandas, solicitações, encaminhamentos, enfim, ao funcionamento das atividades do conselho distrital. Espero que sejam mais atuantes e que trabalhem sempre em conjunto acolhendo as dificuldades dos usuários e tentando solucioná-las", 
     Para a gerente do DS I, Alessandra Araújo, a gerência distrital estará de portas abertas para lutar pela melhoria do conselho e pelo fortalecimento do controle social. "Gostaria de falar que enquanto cidadã, assistente social e sanitarista sempre fui uma defensora da participação popular. Quero dizer que são muitos os desafios, mas tenho certeza que o novo conselho distrital, nesse novo biênio, veio para ficar", disse Alessandra Araújo. "Agradeço a presença de todos os participantes e registro a minha satisfação e compromisso em contribuir para o avanço do controle social me colocando a disposição para o que for necessário ao fortalecimento do nosso conselho", finaliza.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Conselho participa da 2a Marcha em defesa da saúde

      Os conselheiros Cristiano Nascimento, Oscar Correia e José Cleto representaram o Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Recife na 2ª Marcha da Saúde, da Seguridade e da Democracia realizada na última quarta-feira, 6, em Brasília/DF. A mobilização, que foi uma convocação feita pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), teve como foco principal a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e foi uma forma dos conselhos de saúde e movimentos sociais irem à luta contra os desmontes que o SUS vem sofrendo. A marcha reuniu cerca de cinco mil pessoas.
O Conselheiro Cristiano Nascimento disse que a marcha é um ato simbólico muito importante para o SUS
        Para o conselheiro Cristiano Nascimento, a marcha foi um momento unir forças para não deixar o retrocesso atingir o SUS. "A marcha foi um simbolismo importante para o SUS, pois foi um gesto mobilizador de grande relevância onde encontramos pessoas de todo o país demonstrando que o SUS é fundamental para nossa sociedade", disse. "Lutamos bastante para fortalecer o SUS e temos que ocupar esses espaços para que não seja retirado nenhum outro direito dos cidadãos e que não vamos permitir um retrocesso", completa.
       Na ocasião, os conselheiros levaram faixas e entregaram o Jornal do Conselho e o texto que fala sobre 'O Desmonte do SUS'. 
O conselheiro Oscar Correia entregou o Jornal do Conselho e o texto Desmonte do SUS ao Presidente do CNS, Ronald Santos
O conselheiro José Cleto entrega os materiais produzidos pelo CMS-Recife

quinta-feira, 7 de julho de 2016

CMS-Repercute: Nota Técnica da Abrasco sobre Microcefalia e doenças vetoriais relacionadas ao Aedes aegypti

     Através da atuação dos Grupos Temáticos de Saúde e Ambiente; Saúde do Trabalhador; Vigilância Sanitária; Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável; e Educação Popular em Saúde, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), manifesta Nota Técnica sobre a epidemia de microcefalia.
        O documento pretende aprofundar reflexões, questionamentos e fazer proposições que possam orientar as políticas públicas na intervenção preventiva frente ao surto.

       Para ter acesso a Nota Técnica, basta clicar neste link.

terça-feira, 5 de julho de 2016

O Desmonte do SUS

      O SUS é uma conquista dos movimentos populares e do povo brasileiro na constituinte de 1988 na qual conseguimos inserir no texto constitucional que saúde é um direito de todos e dever do estado.
   O país vive uma profunda crise política e institucional que vem ameaçando direitos constitucionais arduamente conquistado pelo povo brasileiro como o direito à saúde. Não é de agora que o SUS vem sofrendo ataques e ameaças, mas é nos dias de hoje que esses ataques avançam para comprometer os princípios constitucionais, como a vinculação orçamentária do recurso da saúde.
     Diante dos ataques ao SUS pelo atual governo, vamos intensificar nossa luta pelo direito universal à saúde e em defesa da democracia:
    Contra a Emenda Constitucional (EC) nº 86/2015, pela qual atualmente o valor da aplicação mínima federal é 13,2% da receita corrente líquida, menor que os 14,3% e 14,8% da RL aplicada em 2014 e 2015, respectivamente, conforme a regra anterior da EC 29/2000.
    Contra a proposta do ministro da fazenda de impedir que se mantenha o padrão já insuficiente do gasto em saúde e, pior, reduzir a um valor que a inviabilizará completamente o atendimento a saúde da população, desconsiderando completamente o processo de subfinacimento histórico do SUS e a realidade da saúde pública brasileira, especialmente nesses anos de epidemia de dengue e Zika vírus.
     Contra a portaria 958/2016, publicada no dia 11 de maio, determina a substituição dos/as Agentes Comunitários de Saúde por auxiliares ou técnicos de enfermagem, considerada um retrocesso na história do Sistema Único de Saúde, corroborando para o fim do modelo de cuidado adotado pela estratégia de saúde da família, que entende que esta categoria profissional é fundamental para promoção e assistência da saúde das famílias.
    Contra a privatização do SUS, que favorece as Organização Sociais (OSs), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) e Fundações Estatais de Direito Privado (FEDPs) tendo o fundo público a, cada vez mais, ser alocado no setor privado da saúde em detrimento da ampliação do setor público, levando à progressiva privatização do setor e sucateamento, com diminuição de leitos e fechamento de hospitais.
       Contra o Projeto de Lei 4330/2004, que passou a se chamar Projeto de Lei da Câmara (PLC) de 30/2015, que regulamenta contratos de terceirização no mercado de trabalho permitindo que as empresas terceirizem suas atividades fins, aumentando a precarização nas relações de trabalho no Brasil prejudicando milhões de trabalhadores e trabalhadores e ainda deixando a cargo da empresa terceirizada a responsabilidade sobre problemas trabalhistas, o que pode eximir empresas contratantes (e teoricamente com mais estrutura) de eventuais problemas com os trabalhadores, entre outras questões.
       Contra a PLP 257/2016 que, entre outras medidas, prevê o congelamento de salário, suspensão de concursos públicos, não pagamento de progressões e outras vantagens (como gratificações), revisão dos regimes jurídicos dos servidores, elevação das alíquotas previdenciárias, privatizações, venda de bens públicos e aumento da precarização e da terceirização dos serviços públicos ofertados à população.
     Contra a PEC 143/2015 voltada em primeiro turno no senado federal, porque, se aprovada, ela poderá retirar, segundo estimativa de especialista, de R$ 40 a R$ 80 bilhões do recurso do SUS, provenientes da União, Estados, Distrito Federal e dos municípios.
     Contra a PEC 451, de iniciativa do deputado Eduardo Cunha, cujo o objetivo é acabar com o SUS público e universal em benefício dos planos de benefícios privados.

     A favor da garantia de 10% do PIB para o financiamento da saúde no país, como está proposto na PEC 001/2015 decorrente de um projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLP 321/2013), conhecido como Saúde +10.
     Defender o fim imediato da aplicação da Desvinculação de Receita da União (DRU) na Saúde
      Aprimorar o SUS, definir e explicitar as responsabilidades e os compromissos dos entes federados, por meio de instrumento de pactuação regional dos entes públicos, a exemplo do COAP-SUS (Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde).
     Afirmar que o problema da saúde é de gestão e que não falta recursos para financiar a saúde é um equívoco. Em 2014, o poder público aplicou 3,9% do PIB em ações e serviços de saúde, enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda o mínimo de 7%. Para um SUS universal, integral e equitativo, o Estado (União, estados e municípios) destinou apenas R$ 1.063,15 per capita/ano, o que corresponde a R$ 2,90 por dia em 2014. Esses recursos se destinam a serviços ambulatoriais, hospitalares, diagnósticos, vacinas, medicamentos, alem de ações de vigilância sanitária e controle de endemias em todo o território nacional.
     De maneira geral, a melhoria da gestão pública implica aumento do gasto público. Os recursos municipais destinados à saúde têm relativamente crescido, mais do que os próprios recursos da União. Dessa forma, os municípios fazem sua parte aplicando em média 23% do orçamento em saúde pública, ou seja, oito pontos percentuais acima do montante definido constitucionalmente.
    Vamos reagir e resistir para impedir que esta lógica prevaleça. Defendemos a constituição, a saúde, o SUS e a democracia.

Plenário do Conselho Municipal de Saúde do Recife biênio 2016-2018
297ª Reunião Ordinária de 30 de Junho de 2016.

Plenário debate questões relacionadas as arboviroses

     No dia 30 de junho, o colegiado do Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Recife se reuniu para realizar a sua 297ª Reunião Ordinária. O pleno, que foi ampliado, teve como intuito a apresentação sobre microcefalia e doenças vetoriais relacionadas ao Aedes aegypti., além da apresentação sobre direitos reprodutivos em tempos de Zika, feita pelo grupo Curumim.
     No período da manhã, os conselheiros e conselheiras foram prestigiar a entrega do mais novo equipamento de saúde da rede municipal de saúde do Recife. Trata-se da Unidade Pública de Atendimento Especializado (UPAE), localizada no bairro do Arruda, Distrito Sanitário II, que realizará cerca de 21 mil procedimentos de média complexidade e terá atendimento especializado em Cardiologia, Fonoaudiologia, Enfermagem (estomatologia), Terapia Ocupacional, Nefrologista, Pneumologia, entre outros.
      Dando continuidade a pauta, já na sede do CMS-Recife, o colegiado pode participar da apresentação da Lia Giraldo, professora e pesquisadora da FioCruz, que aceitou o convite do Conselho para apresentar uma pesquisa sobre microcefalia e doenças vetoriais.
     Começando sua apresentação com um questionamento - "Incertezas, controvérsias e o que fazer?", Lia fez um resgate histórico sobre as arboviroses altamente presentes no ano de 2015, onde, além da dengue, mas duas novas doenças passaram a circular: Zika e Chikungunya. Nesse contexto, Lia apresentou uma avaliação do programa do controle do Aedes aegypti no país. "[A apresentação servirá para] Demonstrar passo a passo o que nós entendemos desse problema para que os senhores conselheiros possam dialogar e ter firmeza no diálogo com as autoridades sanitárias", disse Lia.
A conselheira Sônia Pinto falou que esse momento foi enriquecedor para o Controle Social
     A conselheira Sônia Pinto parabenizou a professora pela explanação. "Essa apresentação foi uma aula para o Controle Social onde a gente teve conhecimento dos riscos que a população corre". Já a conselheira Sebastiana Maria questionou como fazer com que a população, que não possui uma educação ambiental bem fundamentada, ficar mais atenta ao combate do mosquito. "Do que adianta ter um saneamento básico funcionando se não há uma coleta regular do lixo ou um acompanhamento dos ACS e dos agentes ambientais para fazer com que a população seja mais bem informada?", indaga.
A professora e pesquisadora, Lia Giraldo, trouxe dados relevantes sobre as arboviroses 
     Lia disse que os elementos que incorporam o saneamento básico trabalham integrados, mas os problemas são mais complexos. "Dependem de muitas coisas. O mosquito necessita de um ambiente favorável para sua reprodução. As pessoas precisam ter melhores condições de vida para ter um ambiente que as ajude no enfrentamento ao mosquito", ressaltou. 
     Ao fim, o colegiado agradeceu a presença da professora e pesquisadora da FioCruz, Lia Giraldo, e deu continuidade a pauta da reunião plenária com a apresentação do grupo Curumim.
Paula Viana, do grupo Curumim, trouxe a discussão dos direitos reprodutivos das mulheres em tempos de Zika
      Com o tema "Em tempos de Zika, proteção e cuidado  começam  por  informar  a mulher sobre os seus direitos reprodutivos", a representante do grupo Curumim, Paula Viana, traz uma campanha levantada pelo Curumim onde apresenta que as mulheres possuem uma dupla vulnerabilidade as arboviroses, uma ligada a exposição extrema a dengue, zika e chikungunya e a outra relacionada ao acesso de má qualidade as informações e aos métodos contraceptivos. "Essa epidemia vem como uma bomba, numa situação já caótica de assistência a saúde reprodutiva aqui em Pernambuco, em Recife", disse. Segundo Paula, no ano de 2015, 23 mulheres vieram a óbito em decorrência da epidemia no período pós-parto e, neste ano, já chega a 13, o que é um número preocupante.
A conselheira Juliana Cesar ressaltou que os serviços de saúde devem fazer
com que a informação chegue de forma eficaz as mulheres.
     A conselheira Juliana César pediu, mais uma vez, que mudem o termo microcefalia por Síndrome Congênita da Zika e que se deve voltar a discutir, dentro da saúde, o suporte do planejamento reprodutivo, abordando o uso do Dispositivo Infra-Uterino (DIU) como método contraceptivo e que seja, também, realizado por enfermeiros e não somente por médicos, além da discussão do aborto garantido por lei. "Os serviços de saúde devem trazer a informação e as consequências de um e outro fato, assim a mulher irá tomar a decisão informada", disse.
     Por fim, o colegiado aprovou a participação do CMS-Recife na 2ª Marcha em defesa do SUS, onde os conselheiros Cristiano Nascimento, José Cleto e Oscar Correia participarão no movimento em Brasília/DF. Também foi tirada a representação do Conselho na XV Plenária Estadual de Conselhos de Saúde do Estado de Pernambuco que acontecerá nos dias 19 e 20 de julho, no Centro de Convenções, em Olinda.